terça-feira, 9 de junho de 2009
Novidades fresquinhas
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Passeios em Tóquio
Espero que gostem destas pequenas recordações em forma de imagem. Aproveitei para incluir também algumas das músicas que agora ouço por estes lados, algumas recentes outras nem tanto, umas com maior outras com menor qualidade - afinal, o fenómeno da música é semelhante em qualquer parte do globo, mas isto é só uma pequena amostra de alguns artistas aqui no Japão!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Épocas de festas...
entre lingeries e comidas afrodisíacas em que não dispensam muito chocolate à mistura. Conseguem perceber o meu choque! Da primeira vez que disse que o Natal era uma data especial para passar com a família, e que na Passagem de Ano se juntavam os amigos em festas de animadas, os Japoneses à minha volta olharam-me como que para uma espécie de outro planeta, e eu interroguei-me sobre o porquê da sua reacção. Depois é que me explicaram: por estes lados passa-se exactamente o contrário: o Natal é para a alma-gémea, e a Passagem de Ano é a data a passar com a família, na terra natal e em perfeita serenidade e solenidade. Agora já sei como se sentiu a Alice no Outro Lado do Espelho, parece igual, mas nada o é mesmo!
cidade rezava, mas dadas as medidas extremas de segurança que inclui, ficou conhecido como tal. Em três andares o edifício conta interiormente com 7 camadas de divisões, isto porque por fora nenhum edifício podia ser mais alto do que três andares. Escadarias, entre as visíveis e as escondidas, contam-se cerca de 37, e segundo a lenda, existe um túnel que liga um poço interior ao Castelo da cidade (que fica ainda a uns bons quilómetros de distância). Escusado será dizer que adorei a visita!!!Ninjas, mistério, lendas antigas e toda aquela aura de secretismo deixou-me completamente entusiasmada, e por momentos lembrei-me de como ficara fascinada em pequena ao saber que o sítio da Vista Alegre tinha algumas lendas a ele associadas.Por volta das 22h chegou o momento de dizer adeus, e até uma outra oportunidade. Eu e a minha amiga apanhámos o autocarro que, durante toda a noite, nos trouxe de volta a Tóquio. Chegámos por volta das 7 da manhã, cansadas e com o pensamento já nas aulas que começariam novamente no dia depois do seguinte. E assim terminou a época das festas de fim de ano. Espero que tenha sido interessante ler o que acabo de escrever, ainda que só possa garantir que não vos transmitem nem uma ínfima parte de tudo o que vivi, experimentei e passei aqui por estes lados, mas contra isso nada mais posso fazer.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Jantares de Final de Ano ("atrasado e fora de lugar", como dizia Jorge Amado)
O meu final de ano foi marcado por três jantares, todos em bom espírito de época, um dos quais incluiu até o nosso famoso “Amigo Invísivel” depois de eu o ter sugerido, o que pareceu agradar aos colegas.
O primeiro destes jantares ocorreu com o pessoal do clube de Shorinji Kenpo, no dia do meu aniversário. Na verdade foi um jantar que teve vários propósitos em simultâneo, e em que esteve presente um dos nossos sensei. Para além de ser o meu aniversário, os meus quatro colegas cinturão castanho, que haviam recentemente passado ao segundo escalão dentro do grau castanho, fizeram discursos a agradecer aos senpai (os nossos superiores, ou seja os cinturões negros)e, claro ao sensei, toda a ajuda que lhes havia sido dada, e expressaram a sua vontade de continuar a esforçar-se para alcançar níveis mais altos na prática das artes marciais. O jantar foi também marcado pelos discursos de dois capitães de outras Universidades que haviam treinado connosco nesse dia, o capitão da Keio University e a capitã da Waseda University (se não estou em erro), que agradeceram o óptimo treino que tiveram na nossa Universidade e deram muita força ao nosso clube para continuar a treinar e a inovar (sim, porque apesar de ser a mesma arte marcial cada Universidade, através dos seus sensei – professores – e daijou – capitães – vai inovando nos treinos e nos próprios movimentos e técnicas, pelo que podemos sempre aprender muito uns com os outros, e por isso mesmo é comum pessoas de um clube irem aos treinos dos demais, sobretudo os capitães e cinturões negros). No final o capitão fez anunciar que era o meu aniversário e cantaram-me o Happy Birthday, ao que se juntaram vários outros grupos no restaurante para minha grande surpresa, e algum embaraço. Foi uma noite muito divertida, e permitiu conhecer melhor algumas das pessoas com que treino regularmente, mas que até então não conhecia bem. No final, o sensei tinha uma surpresa muito particular para todos os rapazes. Depois de sairmos do restaurante, no passeio de cimento, com toda a gente a passar às 23.30, os rapazes foram mandados pôr-se em posição de flexões, mas de punhos. O sensei assistiu a rir-se enquanto os meus colegas sofriam a fazer cerca de 40 flexões de punhos, e depois tiveram de manter-se em baixo, entre cada uma, vários segundos. As raparigas assistiram simplesmente, enquanto o sensei contava e tirava fotos com o telemóvel. Foi algo que me marcou um bocado, e ,para mais, alguns dos rapazes estavam já bastante bêbados, mas todos se riram apesar do esforço e dos nós dos dedos marcados pelo cimento.
O meu segundo jantar foi de uma natureza diferente. Depois da última aula de Action Research, no dia 18 de Dezembro, o pessoal do curso de Mestrado em TESOL, e o professor W., dessa cadeira, foi todo até um restaurante nomihodai (ou seja, tudo o que conseguir beber e comer num espaço de duas – por vezes três – horas, sendo o pagamento uma quantia fixa por pessoa – rondando os 2000 e 3000 ienes). Eramos nove pessoas, 4 alunas, 4 alunos e o professor, mas claro que as idades variam muito nos cursos de Mestrado, por isso o tipo de conversas e de socialização foi muito diferente do jantar com o clube de Shorinji, que é quase maioritariamente mais novo do que eu. Foi uma noite muito agradável. A comida era muito saborosa, e segundo os meus colegas os vinhos e demais bebidas eram-no também, mas o mais interessante foram as explicações que os meus colegas me iam dando sobre os tipos de comidas que eram servidas e a melhor forma de as comer. Tive algumas lições de gastronomia o que foi interessante. Depois discutiu-se investigação, ensino, a dificuldade de conciliar a vida pessoal e a profissional, entre muitos outros temas. Claro que no final do noite alguns elementos estavam já algo animados, mas ainda houve espírito para, à saída do restaurante, trocarmos as pequenas lembranças que o pessoal aceitou trazer (até o professor participou), mas o método de troca foi bastante diferente. Fizemos um círculo, e enquanto eles cantavam em japonês uma música ao estilo do Um Dó Li Tá, fomos passando as prendas em sentido dos ponteiros do relógio, e quando acabou, ficámos com a prenda que tinhamos na mão. A mim calhou-me a do N.I., um boneco de neve, oco, e no seu interior uma moeda de 500 ienes comemorativa de um evento internacional que aconteceu aqui no Japão. É uma linda moeda de colecção, e por isso espero guardá-la bem.
O último destes jantares aconteceu no dia 22 de Janeiro. Foi com os funcionários da escola de Línguas onde trabalho em part-time, a 7Act. Ao jantar foram os funcionários do escritório, incluindo os managers, e ainda alguns dos professores de Inglês do Success Course (eramos quatro na altura: uma rapariga Canadiana, uma rapariga e um rapaz Ingleses, e eu), e ainda apareceram dois funcionários de uma nova escola que pertence à 7Act, intitulada Manabiba que se dedica mais ao ensino de crianças – e onde eu comecei na semana passada a trabalhar, como monitora do playroom (tomo conta de crianças, bebés algumas delas, enquanto as mães têm aulas de inglês na sala ao lado – está a ser mais uma aventura nova para mim!). Foi muito divertido. Ficámos a conhecer-nos todos muito melhor, e eu descobri coisas fantásticas: como por exemplo, que o Inglês que dá aulas comigo é formado em Ciências, ou que o nosso senior manager é filósofo e já tem um livro (ficção – uma novela) publicado. Foi fantástico, sobretudo porque todos vimos de lugares e áreas diferentes, e temos ideias também distintas. A partilha de experiências foi deveras interessante, ainda que o álcool em excesso tenha sido por vezes um entrave ao fluir das conversas (novamente foi num nomihodai, mas este era de luxo! Deveriamos ter pago 5000 ienes cada, mas no final a empresa arcou com as despesas! Uff, ainda bem para a minha carteira! Se bem que, mesmo pagando teria valido a pena).
E pronto, foram assim os meus jantares de final de ano, infelizmente só agora consegui ter tempo para vos dar conta deles. Espero que a partilha destas situações vos seja interessante, e se tiverem comentários ou perguntas sobre elas não hesitem em entrar em contacto.
sábado, 31 de janeiro de 2009
A minha vida em Tóquio
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Nova aventura, viver sozinha!
Arrendar uma casa no Japão é uma das coisas mais difíceis com que já contactei. Enfim, acho que algo sério envolve sempre muita burocracia, mas aqui é de loucos! Comecei por procurar nas agências que alugam a estrangeiros, sim, porque só o facto de sermos estrangeiros nos fecha as portas de muitas agências, e o facto de não falarmos a língua ainda piora as coisas. Nestas agências de estrangeiros, como Sakura House ou Oakridge Houses, podem encontrar-se muitas casas, a maior parte delas conta já com alguma mobília, e têm vantagens como: não necessitar de um fiador (ou garantor) nem exigirem ‘key money’ (que basicamente costuma ser o equivalente a alguns meses de renda que são uma oferta ao senhorio – ou seja, ao contrário do depósito, este dinheiro nunca mais o vemos!). Contudo, dadas as vantagens, tinha de ter algumas contrapartidas. Normalmente a renda mensal é muito mais elevada do que nas agências nacionais. E depois de visitar um colega que vive num apartamento da Sakura Houses, concluí que as fotos do site não correspondem exactamente ao que depois se encontra! Por isso, tudo o que posso aconselhar, a quem procura um novo lugar para morar, é que tenham muita atenção a tudo antes de se comprometerem.
Como estava a ser muito difícil encontrar um lugar para mim, pedi ajuda a todas as minhas amigas aqui no Japão. E através da minha sempre próxima MM, e da sua mãe, consegui encontrar o sítio para onde me mudarei brevemente, e que ainda por cima fica perto da casa dela. Através de uma amiga da família, que tem uma agência imobiliária, encontrei um apartamento bem pequenino (apenas 16 metros quadrados), mas que se encontra num local calmo e bonito, e que é um apartamento completo, ou seja, conto com um quarto, uma pequena cozinha e casa de banho completa, e ainda uma pequena varanda. A primeira vez que o fui ver, depois de a MM já me ter dito o preço da renda e assim, assustei-me. Entrei num apartamento completamente vazio. Nada mais que as paredes. Nem cama, nem uma só estante, nem frigorífico, ou bico de fogão. Nada! Depois me lembrei que isto é normal. Normalmente é assim, mas eu só pensava em quanto teria de gastar para me conseguir mudar. Novamente, pude contar com uma grande ajuda da minha amiga, cuja família se empenhou a arranjar tudo o que é essencial numa casa. Contando com as coisas deixadas por familiares que haviam falecido e de coisas que as famílias já não usam, o meu apartamento conta agora com tudo o que preciso, e muito mais, para viver sozinha, confortavelmente, e por isso dia 10 vai ser o dia de deixar definitivamente a DK House. De lá conservo as boas amizades que fiz, e com quem vou continuar a conviver, nas aulas e nos meus tempos livres! Vou começar uma nova fase aqui por estes lados. Viver sozinha! Mas a verdade é que sinto que nunca vou estar realmente sozinha, até porque vou estar perto da MM, e com ela, e com a familia dela a quem devo tanto, e a quem agradeço muitíssimo toda a ajuda que me têm dado, vou de certo aprender mais sobre como é viver no Japão.
(fonte:ttp://www.sonoo.com.br/mike.html)
P.S.: Já agora para os curiosos, aqui fica esta imagem onde podem ver todos os signos do horóscopo Japonês (e Chinês, mas este tem mais dois signos), e para saberem qual o vosso signo basta seguir a roda no sentido dos ponteiros do relógio, e saber que cada signo corresponde a um ano (mais ou menos, isto não é exacto e pode não funcionar para quem nasce em início de Janeiro), e que em 1984, assim como em 2008, foi o ano do Rato, por isso basta contar para trás e para a frente!
sábado, 13 de dezembro de 2008
A Epopeia de um dia...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Banho de cultura ao Domingo
Uma pequena nuvem cinzenta tolda as minhas memórias deste almoço, pelo que me senti na obrigação de me desculpar perante os demais participantes, em particular com a Professora Mita que tão gentilmente me convidou. O restaurante era um típico restaurante Japonês, de Sashimi. Para os que pouco conhecem da gastronomia Japonesa, o Sushi descreve o comer de peixe cru com arroz, sendo que o foco é o arroz, enquanto que o Sashimi, descreve também a mesma experiência, desta vez concentrando-se no peixe cru. A grande diferença é que: enquanto no sushi existem pratos, como o makisushi ou makizushi, que engloba o peixe cru enrolado em arroz e com alga por fora, no sashimi, as postas de peixe cru vêm separadas do arroz, sendo comidas depois de molhadas em molho de soja com outras ervas aromáticas. Infelizmente, o meu paladar pouco
habituado a peixe cru fez das suas, e apesar das caras deliciadas de todos os demais participantes, foi com algum esforço que eu comi a maior parte da comida que me foi servida. Desculpei-me, evidentemente, e expliquei que a adaptação a estes paladares ainda não se completou para mim, ainda que já consiga tolerar e até apreciar alguns tipos de makizushi (em particular o de salmão, que é realmente o meu preferido). Todos concordaram que era algo de difícil habituação. Espero que não tenham levado muito a mal esta minha 'deficiência' gastronómica. Contudo, durante as minhas aulas esta semana, com Japoneses, este assunto foi abordado e fiquei a saber que muitos são os Japoneses que também não apreciam sashimi. De repente senti-me muito mais leve!domingo, 2 de novembro de 2008
Halloween
Comecemos pelo princípio. O princípio da minha entrada na quadra de Halloween foi no Sábado, dia 25 de Outubro – sim, eu sei, parece muito cedo, mas se pensarem no auge do consumismo que é Tóquio, a promoção da quadra começou mais ou menos quando eu aqui cheguei, em Setembro. Mesmo não sendo uma tradição muito antiga aqui no Japão, o Halloween reune cada vez mais adeptos, e as lojas e comércio em geral aproveitam qualquer desculpa para promover o negócio, então é a loucura: desde bolos enfeitados ao espírito da época, até doces criados de propósito, até chegarmos ao auge: os fatos de cosplay (Cosplay significa vestir-se como uma personagem de anime, é algo muito popular entre os amantes do género em todo o mundo! Sobretudo aqui!).
Pois foi, no dia 25, eu e os meus dois amigos Mexicanos, fomos até Umegaoka, uma localidade dentro de Tóquio, muito bonita e acolhedora. Lá vive a minha amiga MM, cuja mãe é professora de Inglês e estava a organizar uma festa de Halloween para crianças. Eu e os outros dois fomos convidados a participar na festa. Foi uma loucura! Desde o meio-dia até às cinco da tarde estivemos os três espalhados na saída da estação de comboio local de Umegaoka, onde estavam montadas várias mesas e postos de actividades para crianças, relativas à época. Foi alucinante a quantidade de crianças, acompanhas pelos pais, avós e restantes familiares, vestidos a rigor, a fazer fila para participarem em todas as actividades disponíveis. A actividade em que eu estive envolvida consistia em cada criança tirar um cartão com uma imagem (ex. Um rato, um dedo, miolos...), e depois procurar o objecto correspondente num caldeirão de bruxa cheio de uma pasta gelatinosa e esbranquiçada, perante a qual várias crianças começaram a chorar. Nunca tinha interagido tanto com crianças Japonesas, e a experiência foi fantástica, ainda que no final estivessemos mesmo muito cansados! A actividade seguinte foi ainda mais surpreendente: houve dois jogos de Bingo, para que a população ganhasse prémios, e em cima do palco quem melhor do que nós os três e dois outros senhores mascarados de vampiros para dar os prémios? Quem diria que eu viria para o Japão, e estaria em cima de um palco a tirar os números do Bingo? De loucos. A noite encerrou com chave de ouro com um jantar no melhor restaurante Japonês onde já comi por cá, um dedicado a Tenpura (que é uma derivação do termo ‘tempêro’ em português, mas que na realidade não se parece com nada que eu conheça na cozinha portuguesa!) e que nos deliciou a todos. Estou extremamente grata à MM, e à mãe dela que foi realmente uma senhora muito simpática e divertida.
Depois desta experiência, a segunda vivência que tive do Halloween foi um pouco mais constrangedora...Já há algum tempo que eu pensava experimentar Cosplay. Então, que melhor altura para o fazer que no Halloween? Decidi-me, e passei a tarde de ontem em Akihabara a procurar o fato de Cosplay que usaria. Depois de muito procurar encontrei: Haruhi Suzumiya! Achei o fato engraçado, e decidi-me. O pior foi depois de o vestir! Primeiro porque estava sozinha e depois porque vestida dessa forma, sendo estrangeira, a verdade é que os muitos olhares surpresos das pessoas à minha volta foram bastante intimidantes. Fiquei espantada. Depois de um sábado numa ‘pequena localidade’ em que todos estavam mascarados e festejar o Halloween uma semana antes, ontem quase não se via ninguém mascarado. Senti-me uma ave rara, e por isso mesmo, muito envergonhada. Depois de me juntar ao pessoal, mesmo tendo de aturar as suas muitas piadas a propósito da minha fatiota, comecei a sentir-me melhor. Fomos até Yoyogi, onde existe um parque onde estivemos a comer, beber e conversar até mais ou menos às onze. Depois demos a noite por encerrada, isto porque não queríamos perder o último comboio e porque chegar a casa ainda demorava mais uma hora!
Happy Halloween (ainda que um pouco atrasadito!)